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Why software is eating us alive?

Thought Leadership MBA

O software tem um impacto muito significativo no dia a dia, no que toca à saúde, ao ambiente, ao comércio global, às relações internacionais, entre outras. Rui Freire, Managing Director da Omnicom Media Group, contou as vantagens de se estar vivo hoje e as oportunidades que esta realidade inspira. Esta sessão do Thought Leadership MBA reuniu em exclusivo Alumni do Executive MBA AESE com o intuito de partilhar boas práticas, experiências e desafios.

Da sua experiência, como pode o software ser um potenciador das competências humanas?

RF: “Vivemos numa era onde as pessoas devem aprender a usar o software de forma mais correta, para assim tornar o seu dia a dia mais produtivo e mais enriquecedor. Num futuro próximo será o próprio software a aprender a conhecer-nos melhor e assim ajudar-nos a tirar o máximo partido de toda a tecnologia que nos rodeia. Vejo o software como o enabler e não como a solução. Desde Machine learning, passando pela “voz” como um interface bem mais interativo que o touch, por exemplo, até à real time computation com exemplos fantásticos (já hoje de tradução simultânea), as nossas vidas ganham uma qualidade exponencial, culminando com a integração cultural e biológica na respetiva tecnologia. Vivemos numa era única de transformação digital, a uma velocidade nunca antes experienciada que causa fricção de forma geral em toda a sociedade, seja ela civil ou empresarial. Por mais resistentes à mudança que sejamos, esta será inevitável e a nossa vida nunca mais será igual; a meu ver será bem mais rica e desafiante.”

Quais as principais diferenças sentidas na aplicação do software, nos últimos 10 anos?
RF: “Dada a cada vez maior dependência de software nas nossas vidas, esta premente evolução é vital. Na última década fomos brindados pelo aparecimento das redes sociais, “explosão” dos smartphones, conexões mais rápidas do que nunca, o que nos levou a ter a oportunidade de consumir conteúdo de formas nunca antes vistas, seja através de um Netflix, de um Spotify ou até assistir a TV online, em direto ou diferido. Hoje estamos numa era em que a TV é usada por gerações mais novas para tudo menos ver TV. É usada para assistir a vídeos no Youtube, Hulu, Netflix, e também para os videojogos ou apenas e simplesmente para ouvir música. Hoje são os algoritmos que definem com quem falamos, o que compramos, onde e por onde vamos,  quanto ganhamos e até com quem casamos, com a proliferação das apps de dating.”

Quais as oportunidades que devem ser atendidas para tirarmos o melhor proveito do recurso ao software?
Rf: “Existem questões éticas, humanas que devem ser tidas em conta, já que estamos a falar de desenvolvimentos que vão afetar para sempre a forma como vivemos e nos relacionamos. Assim e de forma a maximizar todo este potencial, independente da nossa área de trabalho, todos nós deveremos ter noções básicas de código, já que só assim compreenderemos o potencial que o software tem e tiraremos o máximo partido do mesmo. Inteligência artificial será a próxima grande revolução e mais uma vez mudará a forma como vivemos de forma ainda mais radical e entusiasmante.”

Quais os desafios que não devemos ignorar em termos de competitividade e de empregabilidade?
RF: “Em todas as grandes revoluções existem empregos que desaparecem e outros que são criados. O grande desafio é encontrar alternativas na sociedade e economia para que a qualidade de vida tenha melhorias substanciais e não estagne ou retroceda. Especialização e flexibilidade serão core competences fundamentais no futuro, já que este vai ser ainda mais exigente. Os estados e a consequente regulação dos mercados são cruciais para adequar a crescente integração de tecnologia/software em todas as indústrias. Este futuro não está tão distante quanto possamos pensar. Ele começa já amanhã, ready or not AI is coming.”

O próximo Thought Leadership MBA está previsto para o mês de março de 2018.